WordPress e WooCommerce, tratados como engenharia
WordPress carrega fama de lento e inseguro. Na maioria dos casos o problema não é o WordPress: é o que foi empilhado em cima dele.
Onde eu entro
Tema sob medida. No lugar do page builder genérico, um tema que carrega só o que a página usa. É a diferença entre um site que pesa dois megabytes e um que pesa duzentos kilobytes.
WooCommerce. Catálogo, checkout, integração com meio de pagamento e ERP. Loja tem exigência de performance maior que site institucional, porque cada segundo a mais aparece direto na taxa de abandono.
Headless quando faz sentido. WordPress como CMS por trás de um front-end próprio, consumindo via REST API. Ótimo quando o time de front já existe e quer autonomia; desnecessário quando o site tem quinze páginas.
Servidor e infraestrutura. Configuração de WHM, versão e limites do PHP, cache de página e de objeto, CDN. Boa parte do TTFB alto que eu encontro se resolve antes de tocar no tema.
Segurança e LGPD. Superfície de ataque reduzida, permissões corretas, atualização controlada, backup testado — backup que nunca foi restaurado não é backup —, e tratamento de dados pessoais compatível com a LGPD.
Como eu recebo um site existente
- Inventário de plugins e temas: o que faz, se está ativo, se é mantido, se duplica função de outro.
- Mapa do que quebra se cada item sair. Sem isso, remoção é aposta.
- Medição de performance e verificação de segurança, com a linha de base registrada.
- Plano de simplificação em etapas reversíveis, sempre em staging antes.
O que eu não faço
Não empilho mais um plugin para resolver um problema causado por plugin demais. Não aplico "otimização" que quebra funcionalidade para melhorar nota de ferramenta. E não entrego site que só eu consigo manter — o código vai documentado e a passagem para o seu time faz parte do escopo.
Se o sintoma principal é lentidão, o caminho é performance web. Se é falta de tráfego, é SEO técnico.